terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

"LÚCIFER", A SÉRIE - VOCÊ VAI ODIAR AMAR ESSA SÉRIE (OU SERIA O OPOSTO?)


Muito se falou a respeito do seriado "Lúcifer", lançado oficialmente pelo canal FOX há cerca de duas semanas. A maioria delas não muito dignas, diga-se de passagem: que o seirado seria uma mistura de CSI com o capeta, que a mera existência deste seriado maculava toda a obra baseada no universo de neil gaiman, teve até passeata contra o seriado pela associação cristã One Million Moms, alegando que oseriado satirizava o conteudo da Bíblia, e que seus produtores e as pessoas que o assistissem, iriam pro inferno, aquela conversa de sempre.


Má notícia pra todas as pessoas listadas acima: Lúcifer não é uma mistura de CSI com o capiroto dando uma força. Lúcifer não é um herói, muito longe disso (a cena dele fumando maconha em uma cena de crime infestada de policiais que o enceram incrédulos é hilária). Apesar de apresentar muito poucos elementos do Universo criado pelo sensacional Neil gaiman, a produção da série já deixou extremamente claro que isso deve mudar em breve, com a apresentação de alguns personagens presentas tanto na série título do personagem como nas revistas de "Sandman". O seriado em momento algum se aproveita do fato de seu personagem principal ser Lúcifer pra falar mal da fé e da crença de ninguém, muito pelo contrário. O fato da outra personagem principal da história ser completamente imune aos encantos e tentações impostas por ele durante os episódios demonstra qu, mais do que fé ou religião, Lúcifer se impressiona com caráter. Ponto pra ele.


Na série - bem como no quadrinho do personagem - Lúcifer (interpretado de maneira displicente, megalomaníaca, irritante e completamente irresistível pelo ator Tom Ellis)  , senhor das profundezas abissais, das almas perdidas e de toda aquela ladainha infernal que todo mundo conhece - se cansa de seguir como Senhor do Inferno e faz o que menos espera-se dele: Resolve que vai tirar férias proporcionais ao seu tempo de serviço (e isso é tempo pra caramba - e abre um bar / boite em Los Angeles. Porque até o Senhor das Trevas precisa ganhar a vida.

E tudo seria perfeito se nosso herói (?) não acabasse por se envolver em uma investigação de assassinato ocorrido bem em frente à sua boate. de uma grande amiga (sim, Lúcifer tem amigos e eles nem são tão ruins assim). O assassinato em questão serve para introduzia a personagem Chloe (vivida pela atriz Lauren German, recém saída do seriado Chicago Fire), que além de ser uma ótima detetive, separada (com uma filha que é mote para os momentos mais sensacionais de interação de Lúcifer durante a série, como o momento com a boneca no início do segundo episódio - eu não vou contar, vá lá e assista) , com um ex marido também policial - que não aprova o envolvimento da esposa com Lúcifer de forma alguma, olha o ciúme comendo solto aqui - , é além de tudo, completamente imune aos encantos do personagem. E isso o intriga.

Completando o elenco fixo da série temos ainda Lasley Ann Brandt, como a bar tender ciumenta saída do inferno (literalmente) e o ator D B Woodside interpretando o anjo Amenadiel, que tem por missão convencer Lúcifer a retornar ao seu cargo no inferno. E Rachel Harris interpretando a psicóloga Linda Martin, terapeuta - sim, eu sei -  do mesmo.


Em resumo: Lúcifer realmente não é a obra de gaiman voltada para os quadrinhos. Não é uma obra de reflexão, onde se esmiúça a natureza humana. Não é nem de perto a obra prima que todos os fãs enlouquecidos acham que deveria ser. mas é muito divertido. Divertido pra diabo, inclusive.

Lúcifer estreou nos EUA no último dia 27 de janeiro e vai ao ar todas as quartas feiras.

P.S.: Lúcifer frequentando sessões de terapia é tudo de mais legal.


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